Parnaíba, com cerca de dez instituições de ensino superior, tem se revelado um cenário favorável à proliferação de ideias inovadoras, escaláveis e com custo de manutenção relativamente baixo. Nesse contexto, temos, por definição, as startups.
Dezesseis startups parnaibanas foram selecionadas, via processo de inscrição, para participar do evento "Apresente sua Baita ideia para o mundo" realizado no Polo Tecnológico de Parnaíba, pelo Instituto Delta Tics (Parnaíba) e Baita Aceleradora (Campinas-SP), formada por um grupo de pessoas experientes, apaixonadas pela vida e pelo novo, inspiradas por valores pessoais, sempre olhando para o futuro da tecnologia e do mundo. Por isso aposta na inovação das startups como o futuro da economia. O evento foi mais um passo dado pelo instituto parnaibano no intuito de inserir jovens com soluções criativas e inovadoras no mundo do empreendedorismo. 
A programação do evento contemplava justamente jovens com suas soluções criativas nesses moldes.
O evento aconteceu nos dias 17 e 18 de junho, e consistiu de bate-papo sobre empreendedorismo com a equipe da Aceleradora e as equipes inscritas, na quadra da UFPI, dia 17. E no sábado (18), durante toda a manhã, as dezesseis equipes selecionadas tiveram até 3 minutos para apresentar, à banca e aos presentes, sua ideia em forma de pitchs. As startups foram as seguintes:
  • Intelligence Eventos - Responsável Tiago Damasceno
  • Our Academy - Responsável João de Oliveira Castro Neto
  • BestPrice - Responsável Jonathan William Silva Araújo
  • GameMeat - Responsável Marcel Raimundo de Souza Moura
  • Aplicativo Hemoglovida - Responsável Ana Karoliny Linhares Moreira
  • Virtual Tur - Responsável Wesley Silva
  • Inttera - Responsável Keynison Junio Maciel Machado
  • AgriFish - Responsável Ramon Handerson Gomes Teles
  • ParadaMovel - Responsável Lucas Carvalho
  • Deltalab - Responsável Deosdethe Macedo Gonçalves Júnior
  • Portal Hemoglovida- Responsável Ana Karoliny Linhares Moeira
  • INOVATHERAPY- Responsável Cynthia Maria Carvalho Pereira
  • Mutativo - Responsável Mateus Batista Ianello
  • ArtSystems - Responsável Mateus Batista Ianello
  • Levfood- Responsável Ely Barros
  • Drayo Tecnologia - Gildário Dias 
Nós apresentamos a nossa ideia - o Inttera App - que já está em desenvolvimento, com lançamento previsto para meados do segundo semestre deste ano.





As startups participantes
Equipe Baita e equipe organizadora do evento

Nós (Inttera) e pessoal da Baita e Delta Tics
Robin Chase, fundadora da Zipcar, deu uma aula de economia do compartilhamento e colaboração na HSM Expo Management 2015. Suas palavras são inspiração para explorar todo um universo de oportunidades que ainda não foram descobertas ou exploradas.  Internet. Smartphones. Pessoas. Recursos. Empresas. Tecnologia. Misture tudo, coloque uma pitada de inovação e cubra com um pouco de ousadia. E boommm! Está criada a economia do compartilhamento e da colaboração. 

Compartilhar.
E então, o seu carro, que ficava 95% do tempo parado, poderá ser compartilhado com mais pessoas. O quarto de visitas da sua casa passa a ser ocupado por viajantes. Dar carona a outras pessoas de um lugar para outro, com segurança, passa a ser uma realidade. Criar produtos baseados em opiniões das pessoas vira regra. E você será pago por isso! 

Mas o poder da economia compartilhada e colaborativa vai além da simples ideia de monetizar recursos subutilizados. Ela gera oportunidades, muda a forma de se fazer negócio, transforma o relacionamento entre cliente e fornecedor, ela redesenha o modelo corporativo atual. Ela resolve de forma exponencial problemas exponenciais!  E nessa nova economia existem 3 entidades envolvidas diretamente: 
  • EMPRESAS: São as responsáveis por criar e manter toda a plataforma tecnológica que permite conectar todos os envolvidos.  
  • COLABORADORES: São as pessoas dispostas a compartilhar seus recursos subutilizados. Sejam eles carros, quartos, a caçamba vazia do caminhão, a furadeira, ... 
  • CLIENTES: São as pessoas dispostas a pagar para usar recursos disponibilizados pelos colaboradores. 
E esse é um ciclo GANHA-GANHA-GANHA-GANHA.
Ganha a empresa, que recebe uma porcentagem do valor da transação. Mesmo sem investir nenhum centavo para a aquisição dos recursos. Ganha o colaborador, que está monetizando recursos subutilizados e, portanto, geradores de despesas. Ganha o cliente, que não precisa mais comprar recursos que seriam subutilizados, economizando dinheiro. Ganha o planeta, que passa a tratar recursos subutilizados como recursos em abundância.

E a colaboração? Onde entra nisso tudo? Se estamos todos conectados, mais do que compartilhar recursos, podemos compartilhar conhecimento. E aí compartilhar se torna colaborar. E então o poder do coletivo será o responsável pelas principais mudanças de paradigmas do mundo moderno. E você? Está pronto para participar desta nova realidade? 


Trecho do livro “Sociedade com Custo Marginal Zero”, do futurólogo americano Jeremy Rifkin, que prevê a substituição do capitalismo pela economia do compartilhamento:

“O capitalismo está dando à luz uma descendência. Chama-se economia do compartilhamento. Esse é o primeiro novo sistema econômico a entrar no palco mundial desde o advento do capitalismo e do socialismo. A economia do compartilhamento já está mudando a forma como organizamos a vida econômica, oferecendo a possibilidade de reduzir drasticamente a divisão de renda, democratizar a economia global e criar uma sociedade mais ecologicamente sustentável.

Mercados estão começando a dar lugar a redes, a posse está se tornando menos importante do que o acesso, a busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável. Os jovens colaborativistas estão tomando emprestado as virtudes do capitalismo e do socialismo e eliminando a natureza centralizadora tanto do livre mercado quanto do estado burocrático.

Esses jovens não apenas produzem e compartilham as próprias informações, entretenimento, energia renovável, imprimem em 3D e frequentam cursos online abertos a um custo marginal próximo de zero. Eles também compartilham carro, casa e até roupas em sites de mídia social, locadoras, clubes de redistribuição e cooperativas a um custo marginal baixo ou de quase zero.

Jovens empreendedores criam empresas ecologicamente sensíveis e novos negócios com a ajuda do crowdfunding. Com isso, o ‘valor de troca’ no mercado está cada vez mais sendo substituído pelo ‘valor de compartilhamento’. À medida que mais jovens passam a compartilhar seus bens e serviços, as regras que regem uma economia de mercado se tornam menos relevantes para a vida da sociedade como um todo.

Na fase atual, estamos testemunhando o surgimento de uma economia híbrida. Uma parte é uma economia de mercado capitalista e a outra é uma economia compartilhada. Mas, mesmo nesse momento muito inicial, tem se tornado cada vez mais claro que o sistema capitalista, que forneceu uma narrativa tão convincente da natureza humana, atingiu o auge e começou seu lento declínio.

Embora os indicadores da grande transformação para um novo sistema econômico ainda sejam suaves e, em grande parte, anedóticos, a economia de compartilhamento está em ascensão e, em 2050, provavelmente terá se estabelecido como principal árbitro da vida econômica. Um sistema capitalista cada vez mais ágil continua­rá a prosperar, encontrando vulnerabilidades para explorar, principalmente como um agregador de serviços de rede e soluções.

Entendo que isso pareça totalmente inverossímil para a maioria das pessoas, de tão condicionados que nos tornamos à crença de que o capitalismo é tão indispensável para nosso bem-estar quanto o ar que respiramos. Mas, a despeito dos esforços de economistas ao longo dos séculos para atribuir as premissas operacionais do capitalismo às mesmas leis que governam a natureza, os paradigmas econômicos são apenas construções do homem, não fenômenos naturais.

A razão de ser do capitalismo é levar cada aspecto da vida humana para a área econômica, na qual é transformado em uma mercadoria que será negociada como um bem. Muito pouco do esforço humano escapou dessa transformação. A comida que comemos, a água que bebemos, os artefatos que produzimos e usamos, as relações sociais em que nos envolvemos, as ideias que trazemos à luz, o tempo que gastamos e até mesmo o DNA que determina tanto do que somos, tudo foi lançado no caldeirão capitalista — sendo reorganizado, precificado e levado ao mercado.

Durante a maior parte da história, os mercados eram pontos de encontro ocasionais onde bens eram negociados. Hoje, praticamente cada aspecto de nossa vida cotidiana está de algum modo conectado a trocas comerciais. O mercado nos define. E, numa economia de mercado, o lucro é obtido nas margens. Por exemplo, como autor, vendo meu produto de trabalho intelectual para uma editora.

O livro, então, passa por diversas mãos em seu caminho até o consumidor, incluindo serviços de editoração e impressão. Cada parte envolvida no processo aumenta o custo da transação ao incluir uma margem de lucro. Mas e se o custo marginal de produzir e distribuir um livro despencasse para praticamente zero? Na verdade, isso já está acontecendo. Um número crescente de autores está escrevendo livros e disponibilizando-os por um preço muito baixo, ou até mesmo de graça, na internet.

Momento histórico
Atualmente, mais de um terço da raça humana está produzindo a própria informação e compartilhando-a por meio de vídeos, áudios e texto por um custo marginal próximo de zero. Essa revolução está começando a afetar setores como a indústria e a educação. Falo da impressão 3D e dos cursos online. Já existem milhões de consumidores que se tornaram produtores, gerando a própria energia renovável por um custo marginal próximo de zero.

Dentro das próximas duas ou três décadas, esses produtores-consumidores estarão produzindo e compartilhando energia renovável, assim como bens físicos e serviços. E, dessa forma, levando a economia mundial a uma nova era: um tempo em que as coisas serão praticamente gratuitas. Com isso, o mercado capitalista continuará a encolher. Empresas com fins lucrativos sobreviverão somente à margem da economia, com uma base reduzida de clientes de produtos e serviços altamente especializados.

A relutância atual em lidar com o advento do custo marginal próximo de zero é compreensível. Para poder entender as imensas mudanças econômicas, sociais, políticas e psicológicas que deverão vir é útil comparar este momento a outros igualmente disruptivos, como a passagem da economia feudal para a de mercado no final da Idade Média e, novamente, da economia de mercado para a economia capitalista na era moderna.”

Fonte: partidopirata.org/

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